manifesto
a história de um povo não é marcada apenas pelos acontecimentos apoteóticos. ela mora mais na relação entre o que é pequeno e nos circunda. no que passa despercebido, no que a mente sequer processa de modo consciente. são nesses pequenos vestígios, no limiar do inconsciente e na beirada do ego que a memória mora.
desde a revolução industrial até a contemporaneidade esta é a primeira vez na história em que tivemos a oportunidade de começar a escrever a nossa própria em formato de vídeo, e nesse sentido, a televisão tornou possível a nossa eternidade.
o brazaesthetic até pode ser resumido em acervo, um repositório ou em blog, mas mais do que isso: ele é um espaço de observação do imaginário de uma nação. um observatório de um padrão de comunicação semiótico que só seria possível aqui.
celebramos o que nos aproxima de um inconsciente, de um imaginário coletivo. celebramos as formas, as cores, as texturas. celebramos a televisão. sobretudo celebramos a memória.
poder lembrar das coisas minúsculas e ter como acessá-las é a motivação disso tudo.
agradecimentos especiais